Hoje é meu aniversário. Estou fazendo 34 anos. Ontem quase fiquei esperando para olhar o número mudar de 33 para 34 no meu perfil do blog, mas acabei achando a idéia boba!
Obrigado a todos e todas que me deram parabéns ou que pensaram em mim neste dia. Um abraço para cada um(a).
Mas não queria falar dos meus 34, queria falar dos meus 14. É que há 34 anos que eu vim para este mundo, mas há 14, passei a pertencer a outro. Mas que negócio é esse, o cara enlouqueceu! Em 10 de setembro de 1974, eu nasci em Florianópolis - Santa Catarina. Na verdade, era para eu ter nascido em Joinville, pois meus pais moravam lá. Na verdade eu praticamente nasci em Floripa e voltei para Joinville e fiquei até quase 2 anos, quando retornei à Florianópolis, desta vez para ficar. Daí foram longos 21 anos, até os 23, quando terminei a faculdade de Agronomia e fui trabalhar em Lages por 1 ano, em 1997. Em dezembro casei, em fevereiro me (nos) mudei (mos) para Caçador e, em 2000, retornamos para Florianópolis. Então ficamos por mais 5 anos e viemos para Brasília, onde estamos até hoje.
Bom, acho que chega da parte dos 34...
Lembram que eu disse em outra mensagem que iria falar de meu encontro com Deus? Pois é, acho que nada melhor que o dia que nascemos "da carne" para falarmos do dia em que "nascemos do Espírito"!
Assim começa a história...
Eu sempre tive anseio de conhecer algo mais profundo do que a vida "normal". Tinha interesse nas coisas espirituais. Frequentei centro espírita, tomava passes, ia em cartomantes, lia horóscopos, lia livros da nova era, fazia minhas meditações e outras dezenas de coisas que, talvez, a maioria das pessoas fazem. Na inocência, buscando algo além do material, do que vemos.
Mas eu tinha sede de Deus. Tinha as famosas perguntas: 1. De onde vim?; 2. O que estou fazendo aqui?; 3. Para onde vou? E queria encontrar, realmente, respostas para elas.
Até que, na faculdade de Agronomia, conheci a Hétel (minha esposa). Em 1993, toda a nossa turma ficou um mês numa propriedade de agricultores familiares do Oeste de SC como parte de nossos estudos. Quando retornamos deste período, tornei-me bolsista do Cepagro - Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo - ONG que vim a trabalhar de 2000 a 2005. A Hétel também. Então, além de estudarmos na mesma turma, trabalhávamos no mesmo local. Passamos a nos falar mais, sermos amigos de fato, já que, até então, éramos apenas colegas.
Pude compartilhar com ela muitas de minhas buscas. Lembro que dizia que achava que Deus era uma "águia" (nos ditos da nova era...). Ela me dizia que Ele era uma pessoa! Eu contava meus problemas e ela perguntava: "vamos orar sobre isso?" E não é que funcionava?
Mas como assim?
O interessante é que a Hétel nunca (nunca mesmo) me convidou para ir "na igreja dela". Ela sabia, como todos nós precisamos saber, que não é a "minha" igreja que pode fazer algo diferente pela pessoa, mas sim, Deus, o Criador, Seu Filho, Jesus Cristo, e Seu Espírito Santo!
Este processo de conhecer mais do Deus revelado na Bíblia levou cerca de 1 ano e meio, ou seja, de setembro de 1993 até março de 1995. Até que um dia fiquei com vontade de ir à igreja. Eu não gostava de domingos, pois neste dia eu me sentia mais vazio, sem propósitos e sabia que no dia seguinte a roda voltaria a girar do mesmo jeito!
Mas eu fui. Uma pequena igreja no nosso bairro: Igreja Batista do Estreito. Eu sempre passava por ali anos antes para ir às aulas de inglês no Yázigi (entre 1987 e 1991). Cheguei ao culto da noite mas não tive coragem de entrar. Fiquei olhando o pessoal cantar por um tempo e voltei para casa.
Naquela semana fiquei contando os dias para que o domingo chegasse novamente, porque desta vez eu iria entrar! Não falei nada prá Hétel, nem que não havia ido, nem que queria ir. Então, fui.
Entrei, me sentei num banco no meio da igreja e achei meio estranho. Parecia um salão qualquer e não uma igreja. Não tinha imagens, nem vitrais, nem "cheiro de igreja". Eu estava acostumado com muitos "santos". Enfim...
O pastor pregou, falou da morte de Cristo na cruz, falou que esta morte foi para perdoar nossos pecados e restabelecer nossa comunhão com Deus e que, quem quisesse, poderia convidar Jesus para fazer parte de sua vida. Eu queria. Sabia que aquela mensagem era verdadeira. Levantei minha mão com algumas outras pessoas e recebi oração.
Na semana seguinte estava lá novamente. Mensagem parecida, convite parecido, fiquei em pé desta vez.
Terceira semana, uma programação em outra igreja. Eu fui. Mensagem parecida, convite parecido. Levantei e fui até à frente, no altar. Recebi oração.
Quarta semana. Mensagem parecida, convite parecido mas com um detalhe. O pastor dissera que quem já tinha convidado a Cristo para fazer parte de sua vida, não precisaria faze-lo novamente, pois Ele já sabia. Eu entendi que era para mim!
Mas havia algo estranho, pois eu olhava para as pessoas na igreja (a maioria delas pelo menos) e sabia que elas "tinham algo" que eu ainda não tinha. Elas tinham o Espírito Santo e eu ainda não! Elas haviam passado por uma experiência pessoal com Deus e eu ainda não. Fui saber disso depois!
Certo dia de maio de 1995, num sábado pela manhã, acordei com muita vontade de falar com Deus. Realmente eu não sabia o que era isso, mas sabia que estava com vontade de saber se tudo aquilo que eu estava ouvindo nos últimos meses era realmente verdade. Eu fechei a porta do meu quarto, me ajoelhei, fechei meus olhos e comecei a falar: "Deus, se Tu realmente existes, se isso que tenho ouvido nos últimos meses é verdade, eu realmente gostaria de saber..."
Eu entrei como que num filme. Algumas cenas passavam diante de mim. Estava num local árido, cheio de pedras e ajoelhado aos pés da cruz de Jesus. Ele estava lá. Pregado, sangrando, com a coroa de espinhos, mas ainda vivo. Me olhou com olhos de ternura.
Eu perguntei: Jesus por que estás na cruz? Por que estou aqui neste lugar? Por que não há mais ninguém?
Ele me chamou pelo nome e disse: Luiz, filho, Eu estou na cruz por sua causa. Por causa dos seus pecados. Eu estou tomando eles para mim, por isso preciso morrer. Você está aqui, pois pediu para experimentar a verdade do que tem ouvido. Sim, é tudo verdade! Eu sou o presente de Deus para a sua vida. A minha morte é para que você tenha vida. Você está aqui sozinho, pois esta experiência é sua, é pessoal. Eu vim para que todos tenham vida, mas também para que você tenha vida. Se eu for real e Deus para todos e não para você, você não saberá se é verdade. Mesmo que você fosse o único habitante desta terra, eu teria vindo da mesma forma e morrido da mesma forma por você, pois: Uma alma, para Deus, vale mais do que o mundo inteiro!
Naquele instante, como se uma venda profunda tivesse sido tirada de meus olhos, eu comecei a chorar como uma criança, como nunca antes. Eu chorava pois percebia que Jesus havia morrido por causa de meus pecados mas, ao mesmo tempo, aquela mesma morte era o presente de Deus para mim e para todos que abrirem seus corações. Confessei meus pecados, minhas decisões independentes, minhas escolhas erradas e pedi para que Deus fizesse parte real do meu dia-a-dia.
A partir deste momento, tudo passou a ser diferente. Passei a ler a Bíblia que, até então, era um mistério difícil de entender, com "outros olhos", os espirituais, pois o Espírito Santo de Deus - o verdadeiro autor que inspirou homens e mulheres e foi real em suas vidas a fim de que estes registrassem as passagens, passou a me ensinar e me fazer entender com o coração todas as escrituras.
Enfim, este foi meu encontro com Deus. Há 14 anos! Foi quando nasci do Espírito.
Minha oração é que este testemunho possa servir para a sua busca por Deus. O seu Pai, o seu Criador.
"Porque um dia na Tua presença vale mais do que mil distante de Ti". Salmo 84:10
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
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2 comentários:
Luizinho
Feliz Aniversário!!!!
Nem tenho palavras para comentar o seu relato...
Siga feliz e Deus abençoe a você e às suas meninas!
bjks
Oi Luiz! gostei de conhecer o seu blog e saber mais de vc e sua família. Faz 11anos que tbm tive esse encontro com Deus.Eu e minha família servimos à Ele tbm. Sendo assim somos irmãos em Cristo.
Fiquei muito emocionada com seu testemunho e feliz de ver que estás bem.
Te desejo muitas bençãos e que a Paz do senhor esteja sempre com vcs.
Um abraço dessa nova e velha amiga, Alessandra.
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