quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A voz do LULA

Ontem ouvi uma reportagem na Rádio CBN que achei cômica e surpreendente. Na campanha para prefeitos e vereadores de inúmeras cidades brasileiras, candidatos têm contratado imitadores da voz do presidente para dar a impressão que Lula apóia candidato A ou B.

Quem diria há alguns anos atrás que o metalúrgico "iletrado" do ABC um dia seria sinônimo de credibilidade e de votos país afora? Não é à toa que nosso presidente está com o maior índice de aprovação já alcançado por um líder político no Brasil.

Muitos falam mal, outros continuam ridicularizando, mas 68,8% do povo brasileiro aprova Lula. Podem falar o que quiserem, mas ninguém pode negar a melhora do Brasil nos últimos anos, principalmente no que diz respeito à redução das desigualdades entre ricos e pobres que é, efetivamente, o índice mais importante a ser medido!

domingo, 21 de setembro de 2008

Tá feio!

Nosso Figueira tá feio! Até jogou direitinho no ataque. Meio de campo fraco e defesa sofrível, a qual não é de se estranhar, é a pior do campeonato.

Resta fortalecer a defesa, o Rodrigo Fabri melhorar, o time se entrosar, tudo dar certo e fugir do rebaixamento.

Ah, esqueci. Dá para tirar o Cleiton Xavier que já é do Palmeiras e não entra mais em bola dividida.

Vamos lá Figueira, ânimo. Um pouco maior que o meu!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mário Sérgio no Figueira? De novo?

Gostaria de e vou torcer para estar errado. Para estar muito errado! Mas Mário Sérgio no lugar do PC no Figueira é trocar 6 por 1/2 dúzia.

Tinha que ter sido por alguém mais aguerrido, que não gosta de derrotas e nem de 0x0. Apesar o retrospecto do Mário Sérgio ter sido positivo (mais vitórias que derrotas, pelo menos), no Brasileirão de 2007, não foi lá estas coisas.

Confesso que não cair para a Série B já é um grande resultado.

Vamos torcer.

Mais do que nunca!

domingo, 14 de setembro de 2008

Penne com manjericão, azeitonas e pecorino...


Amigos, compensei a derrota do meu Figueira com um penne com manjericão, azeitonas pretas, queijo pecorino (de ovelha) e vinagre balsâmico fantástico cuja receita traduzi hoje do site do Jamie Oliver. Super simples de fazer!


Segue para vocês. Espero que gostem tanto quanto eu e a Hétel gostamos.


PS1: Já fiz meu primeiro uso da horta que recém plantei na sacada do apartamento...

PS2: Como não tinha toda a quantidade de tomatinho cereja, usei um pouco de tomate italiano cortado em 6 pedaços!


Penne com tomates, manjericão, azeitonas e queijo pecorino
Serve 4 pessoas
Forno pré-aquecido a 200 graus (para os tomates)

Ingredientes
• 750g tomates cereja • Azeite de oliva• Sal marinho e pimenta-do-reino• Vinagre balsâmico• 500g Penne • 200g azeitonas pretas, sem caroço e cortadas pela metade• Folhas de manjericão de um pequeno maço • Um pedaço de queijo pecorino

Modo de preparo
1. Coloque os tomates num recipiente metálico grande, acrescente o azeite e tempere com um pouco de sal e pimenta colocando-os no forno pré-aquecido por 20 minutos. Um vez assados, esprema-os com um garfo e acrescente um pouco de vinagre balsâmico.

2. Cozinhe a massa até al dente.

3. Escorra a pasta e adicione os tomates e as azeitonas. Rasgue a maior parte do manjericão e misture tudo. Tempere e sirva com o restante do manjericão espalhados sobre a massa com o queijo pecorino ralado.

E a estrela do Figueira brilhou novamente...

Estrela cadente, caindo aos olhos de todos...

Estamos próximos da zona da "série B". E eu que achava que tínhamos chances até de entrar na Libertadores... Confesso que após a passagem drástica do Guilherme Macuglia e a chegada do PC Gusmão eu estava bem mais esperançoso do que agora.

Gostei da chegada do PC, técnico que fica à beira do campo gritando, orientando, jogando junto com o time, sem medo de colocar o Figueira prá frente! E o time estava correspondendo, Cleiton Xavier comandando o furacão do Estreito, entre os artilheiros do Brasileirão. Estacionou! Não só ele como o furacão inteiro!

Depois de algumas rodadas não sei o que aconteceu com o time. Eu acredito que o técnico é meio time, tanto nas glórias quanto nas derrotas. E as últimas 5 partidas foram 5 derrotas. Fora aquelas goleadas do primeiro turno...

Acho que o PC quer experimentar muito, além de meio time estar no departamento médico. Mas cadê o Rodrigo Fabri, o Magal, o Bruno Perone, o Bruno Santos, o Diogo, o Marquinhos que são, no fraco elenco deste ano, os que "se salvam". Estamos mal. E o pior: podemos ficar piores ainda.

Mas ainda tenho esperanças. Esperança que o time vá, ao menos, jogar com raça. Jogar querendo ganhar e não pensando no empate ou num 0x1. Estes não são resultados, ou melhor, são passos largos para fazermos companhia ao Criciúma, se este não for para a Série C.

Queria fazer companhia ao Avaí. Que deve subir se não amarelar nas últimas rodadas como tem sido nos últimos 3 anos. Quero que o Avaí suba sim. Não só para dar alegria para meu pai, que é avaiano (fazer o quê né?), mas, principalmente, porque está jogando um futebol de série A.

Toma vergonha Figueira!

Vamos lá Figueira...

Hoje é contra o Sport de Recife. É um jogo decisivo para o alvinegro, pois estamos ali - no limbo - entre a Sul-Americana e o "nada". Eu sei, melhor o nada que o rebaixamento... Mas do jeito que o Figueira vem caindo em produtividade e em resultados, todo cuidado é pouco!

Mas vamos torcer, porque fazer companhia ao Avaí, só quero se eles subirem!

sábado, 13 de setembro de 2008

I Feira Novo Encanto

Hoje estivemos, eu, Hétel e Justine, na I Feira Novo Encanto - Horizontes para um DF sustentável. Foi muito legal. Ela ocorreu no Centro de Visitantes do Parque da Água Mineral - parque com cerca de 40.000 hectares e que possui as principais fontes de água para abastecer Brasília, além da riquíssima flora, com mais de 700 espécies, e diversos exemplares de fauna ameaçada de extinção, como lobo-guará, veado campeiro, tatu canastra e tamanduá-bandeira.

A feira, na forma de estações (7 ao todo), tinha guias da ONG Novo Encanto que explicavam aos visitantes - organizados em grupos de 10 a 15 pessoas sobre diversos temas relacionados ao meio ambiente como: Sistemas agroflorestais; permacultura; produtos sustentáveis e orgânicos; reciclagem de resíduos; etc.

Valeu! Um dia super quente (fez 32 graus), mas super agradável, pois nos trouxe mais informações sobre assuntos importantes para nossas vidas.

Iniciativas como esta devem se espalhar para que possamos criar uma cultura mais sustentável que oriente nossas ações, sejam elas grandes ou pequenas.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

34 ou 14?

Hoje é meu aniversário. Estou fazendo 34 anos. Ontem quase fiquei esperando para olhar o número mudar de 33 para 34 no meu perfil do blog, mas acabei achando a idéia boba!

Obrigado a todos e todas que me deram parabéns ou que pensaram em mim neste dia. Um abraço para cada um(a).

Mas não queria falar dos meus 34, queria falar dos meus 14. É que há 34 anos que eu vim para este mundo, mas há 14, passei a pertencer a outro. Mas que negócio é esse, o cara enlouqueceu! Em 10 de setembro de 1974, eu nasci em Florianópolis - Santa Catarina. Na verdade, era para eu ter nascido em Joinville, pois meus pais moravam lá. Na verdade eu praticamente nasci em Floripa e voltei para Joinville e fiquei até quase 2 anos, quando retornei à Florianópolis, desta vez para ficar. Daí foram longos 21 anos, até os 23, quando terminei a faculdade de Agronomia e fui trabalhar em Lages por 1 ano, em 1997. Em dezembro casei, em fevereiro me (nos) mudei (mos) para Caçador e, em 2000, retornamos para Florianópolis. Então ficamos por mais 5 anos e viemos para Brasília, onde estamos até hoje.

Bom, acho que chega da parte dos 34...

Lembram que eu disse em outra mensagem que iria falar de meu encontro com Deus? Pois é, acho que nada melhor que o dia que nascemos "da carne" para falarmos do dia em que "nascemos do Espírito"!

Assim começa a história...

Eu sempre tive anseio de conhecer algo mais profundo do que a vida "normal". Tinha interesse nas coisas espirituais. Frequentei centro espírita, tomava passes, ia em cartomantes, lia horóscopos, lia livros da nova era, fazia minhas meditações e outras dezenas de coisas que, talvez, a maioria das pessoas fazem. Na inocência, buscando algo além do material, do que vemos.

Mas eu tinha sede de Deus. Tinha as famosas perguntas: 1. De onde vim?; 2. O que estou fazendo aqui?; 3. Para onde vou? E queria encontrar, realmente, respostas para elas.

Até que, na faculdade de Agronomia, conheci a Hétel (minha esposa). Em 1993, toda a nossa turma ficou um mês numa propriedade de agricultores familiares do Oeste de SC como parte de nossos estudos. Quando retornamos deste período, tornei-me bolsista do Cepagro - Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo - ONG que vim a trabalhar de 2000 a 2005. A Hétel também. Então, além de estudarmos na mesma turma, trabalhávamos no mesmo local. Passamos a nos falar mais, sermos amigos de fato, já que, até então, éramos apenas colegas.

Pude compartilhar com ela muitas de minhas buscas. Lembro que dizia que achava que Deus era uma "águia" (nos ditos da nova era...). Ela me dizia que Ele era uma pessoa! Eu contava meus problemas e ela perguntava: "vamos orar sobre isso?" E não é que funcionava?

Mas como assim?

O interessante é que a Hétel nunca (nunca mesmo) me convidou para ir "na igreja dela". Ela sabia, como todos nós precisamos saber, que não é a "minha" igreja que pode fazer algo diferente pela pessoa, mas sim, Deus, o Criador, Seu Filho, Jesus Cristo, e Seu Espírito Santo!

Este processo de conhecer mais do Deus revelado na Bíblia levou cerca de 1 ano e meio, ou seja, de setembro de 1993 até março de 1995. Até que um dia fiquei com vontade de ir à igreja. Eu não gostava de domingos, pois neste dia eu me sentia mais vazio, sem propósitos e sabia que no dia seguinte a roda voltaria a girar do mesmo jeito!

Mas eu fui. Uma pequena igreja no nosso bairro: Igreja Batista do Estreito. Eu sempre passava por ali anos antes para ir às aulas de inglês no Yázigi (entre 1987 e 1991). Cheguei ao culto da noite mas não tive coragem de entrar. Fiquei olhando o pessoal cantar por um tempo e voltei para casa.

Naquela semana fiquei contando os dias para que o domingo chegasse novamente, porque desta vez eu iria entrar! Não falei nada prá Hétel, nem que não havia ido, nem que queria ir. Então, fui.

Entrei, me sentei num banco no meio da igreja e achei meio estranho. Parecia um salão qualquer e não uma igreja. Não tinha imagens, nem vitrais, nem "cheiro de igreja". Eu estava acostumado com muitos "santos". Enfim...

O pastor pregou, falou da morte de Cristo na cruz, falou que esta morte foi para perdoar nossos pecados e restabelecer nossa comunhão com Deus e que, quem quisesse, poderia convidar Jesus para fazer parte de sua vida. Eu queria. Sabia que aquela mensagem era verdadeira. Levantei minha mão com algumas outras pessoas e recebi oração.

Na semana seguinte estava lá novamente. Mensagem parecida, convite parecido, fiquei em pé desta vez.

Terceira semana, uma programação em outra igreja. Eu fui. Mensagem parecida, convite parecido. Levantei e fui até à frente, no altar. Recebi oração.

Quarta semana. Mensagem parecida, convite parecido mas com um detalhe. O pastor dissera que quem já tinha convidado a Cristo para fazer parte de sua vida, não precisaria faze-lo novamente, pois Ele já sabia. Eu entendi que era para mim!

Mas havia algo estranho, pois eu olhava para as pessoas na igreja (a maioria delas pelo menos) e sabia que elas "tinham algo" que eu ainda não tinha. Elas tinham o Espírito Santo e eu ainda não! Elas haviam passado por uma experiência pessoal com Deus e eu ainda não. Fui saber disso depois!

Certo dia de maio de 1995, num sábado pela manhã, acordei com muita vontade de falar com Deus. Realmente eu não sabia o que era isso, mas sabia que estava com vontade de saber se tudo aquilo que eu estava ouvindo nos últimos meses era realmente verdade. Eu fechei a porta do meu quarto, me ajoelhei, fechei meus olhos e comecei a falar: "Deus, se Tu realmente existes, se isso que tenho ouvido nos últimos meses é verdade, eu realmente gostaria de saber..."

Eu entrei como que num filme. Algumas cenas passavam diante de mim. Estava num local árido, cheio de pedras e ajoelhado aos pés da cruz de Jesus. Ele estava lá. Pregado, sangrando, com a coroa de espinhos, mas ainda vivo. Me olhou com olhos de ternura.

Eu perguntei: Jesus por que estás na cruz? Por que estou aqui neste lugar? Por que não há mais ninguém?

Ele me chamou pelo nome e disse: Luiz, filho, Eu estou na cruz por sua causa. Por causa dos seus pecados. Eu estou tomando eles para mim, por isso preciso morrer. Você está aqui, pois pediu para experimentar a verdade do que tem ouvido. Sim, é tudo verdade! Eu sou o presente de Deus para a sua vida. A minha morte é para que você tenha vida. Você está aqui sozinho, pois esta experiência é sua, é pessoal. Eu vim para que todos tenham vida, mas também para que você tenha vida. Se eu for real e Deus para todos e não para você, você não saberá se é verdade. Mesmo que você fosse o único habitante desta terra, eu teria vindo da mesma forma e morrido da mesma forma por você, pois: Uma alma, para Deus, vale mais do que o mundo inteiro!

Naquele instante, como se uma venda profunda tivesse sido tirada de meus olhos, eu comecei a chorar como uma criança, como nunca antes. Eu chorava pois percebia que Jesus havia morrido por causa de meus pecados mas, ao mesmo tempo, aquela mesma morte era o presente de Deus para mim e para todos que abrirem seus corações. Confessei meus pecados, minhas decisões independentes, minhas escolhas erradas e pedi para que Deus fizesse parte real do meu dia-a-dia.

A partir deste momento, tudo passou a ser diferente. Passei a ler a Bíblia que, até então, era um mistério difícil de entender, com "outros olhos", os espirituais, pois o Espírito Santo de Deus - o verdadeiro autor que inspirou homens e mulheres e foi real em suas vidas a fim de que estes registrassem as passagens, passou a me ensinar e me fazer entender com o coração todas as escrituras.

Enfim, este foi meu encontro com Deus. Há 14 anos! Foi quando nasci do Espírito.

Minha oração é que este testemunho possa servir para a sua busca por Deus. O seu Pai, o seu Criador.

"Porque um dia na Tua presença vale mais do que mil distante de Ti". Salmo 84:10

domingo, 7 de setembro de 2008

Fiz minha horta!


Nada demais, mas já é um começo! Dois vasos de 60x30 cm na sacada do quarto com 06 (seis) mudas: duas de manjericão (um comum ou "doce" e um roxo); uma de alecrim; uma de salsa crespa; uma de tomilho e uma de orégano.

Umas pedrinhas no fundo do vaso, argila, areia e terra adubada com vermicomposto ( este palavrão é o tal do "húmus de minhoca"). Um detalhe importante é colocar folhas secas ou aparas de grama sobre o solo do vaso, o chamado "mulching" ou cobertura morta. Ela ajuda a manter o solo fresco e a umidade.

Alguns dias mais e já posso fazer minha primeira colheita. Umas folhinhas para um macarrão, outras para o camarão, outras para um assado. Enfim, apartamento é isso mesmo, pouco espaço e muita imaginação.

O importante é a satisfação que dá em ver uma tarefa cumprida e os frutos que ela gera, independentemente da quantidade.

Vamos lá. Faça sua horta ou faça aquilo que contribui para a sua felicidade (e a dos outros, claro!)

sábado, 6 de setembro de 2008

Eu e a Justine

Oi. As duas últimas semanas (e as duas próximas) têm sido (e serão) cansativas, mas compensadoras. Minha esposa está fazendo cursinho para um concurso público todas as noites de segunda à sexta e durante o dia nos sábados e domingos.

Eu tenho ficado com a Justine, nossa filhota de 2 anos e 7 meses. É banho, mamadeira, comidinhas, escovar os dentes, tomar remédio, coloca-la para dormir (entre às 22h e 23h), passear, brincar (montar o quebra-cabeças da Cinderela todos os dias...). Tem sido muito cansativo, confesso, mas tem sido ótimo!

Estamos mais juntos, conversando mais, sendo pai e filha, amigo e amiga. Tenho certeza que este período (e outros que vierem) será importante para nós, para o nosso crescimento emocional. Pais e filhos precisam investir seu tempo no relacionamento, ainda mais nestes dias de correria excessiva.

Semana que vem meus sogros vêm de Santa Catarina (Urubici) para nos visitar. Será muito boa a visita deles, inclusive para "dar uma mãozinha" com a Ju. Mas o tempo que terei passado com minha filha, em quantidade e qualidade, terá contribuído para que sejamos mais felizes, um conhecendo o outro um pouquinho melhor.

E o amor é assim. Depende de conhecimento mútuo, depende de tempo investido, depende de ação empreendida. Pois amar é verbo, é ação; não amamos quem não conhecemos e não conhecemos quem dedicamos pouco tempo, ou tempo de baixa qualidade!

Estou feliz! Estamos felizes!
... Isto que aconteceu nos dez minutos que fiquei escrevendo estas linhas...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Comprei um livro do Jamie Oliver...

Na semana passada, voltando de uma reunião de trabalho no Rio de Janeiro, comprei o livro: "Jamie em Casa: Cozinhe para ter uma vida melhor" do Jamie Oliver (chef inglês - aquele da GNT) na livraria do aeroporto. Este foi um presente meu para mim mesmo (com dedicatória e tudo!), já que faço aniversário semana que vem, no dia 10. Apesar da vendedora ter se recusado a me dar os parabéns adiantado (porque disse que não é bom!) e de eu ter descoberto quando acessei a internet em livrarias virtuais que eu paguei R$ 20,00 a mais, estou gostando bastante do "bichinho".

O Jamie é um chef que admiro por vários fatores. Acho que o primeiro, e mais importante, é que a culinária dele é simples: os ingredientes são fáceis de encontrar, são frescos, e têm uma forte relação com o local - a comunidade, o campo, a região em que ele está cozinhando; além dele cozinhar em ambiente simples como a cozinha da própria casa, o jardim, uma feira ao ar livre, no meio do mato, na beira da praia e não ter aquelas "frescuras" de chef, como luvas de silicone, cozinha e instrumentos que mais parecem um consultório odontológico entre outras cositas...

O segundo fator, é que é uma comida colorida. Amo isso! A cor e o cheiro são "ingredientes" tão importantes quanto o sabor, afinal, também comemos com os olhos e com o nariz!

O terceiro fator é que ele tem a minha idade, 33, é casado e tem filhas. É verdade, eu somente tenho uma, a Justine, por enquanto... Este fator é quase um "não fator", mas não sei porquê, me identifiquei. Acho que pode ser o período da vida que passamos, um momento de reflexões, mudanças, guinadas e consolidações. Aqui a culinária aparece, para mim, como um importante fator motivador e relaxante.

Eu cresci "na barra da saia" da minha mãe e a acompanhei cozinhando nossas comidinhas. Ela fazia comidas simples, mas saborosas. Não era chegada a temperos. Nada de muito sal, pimenta, ervas (a não ser o ótimo louro no feijão e a salsinha do dia-a-dia). Mais tarde é que eu pude "descobrir" as maravilhas que um bom tempero faz!

Nunca havia cozinhado. Na minha adolescência nada mais que um brigadeiro de panela, uma vitamina de banana com maçã ou um ovo frito. Descobri que poderia fazer mais do que isso somente depois que casei. Por incrível que pareça, aprendi a cozinhar num período em que a maioria dos homens imagina que um dos requisitos importantes de uma esposa é que ela seja boa na cozinha.

No primeiro ano de casados, eu e minha esposa Hétel, fomos morar em Caçador, uma cidade de 70 mil habitantes cerca de 450km de Florianópolis, em Santa Catarina. Ela já trabalhava por lá e eu fui desempregado. Por seis preciosos meses me tornei "dono de casa". Lavava roupa, arrumava a casa (inclusive limpava banheiro às vezes, mas confesso que este era meu fraco), fazia compras e... cozinhava. Mas como? Eu não tinha a menor idéia de como faze-lo, pois minha "experiência" era de ficar no colo ou rodeando mamãe na cozinha. Foi assim...

A Hétel, na noite anterior ou logo cedo antes do trabalho me dava algumas dicas... O feijão, deixa de molho para não dar gases!... a carne, tempera com sal e um pouco de limão, o arroz vai colocando água quente aos poucos e cuide para não queimar. Estas coisas. Mas eu achava que ia ser um completo desastre. Não fui! Fui até mais ou menos. E não só na cozinha, mas até que arrumava a casa direitinho. Só uma vez (que confesso, uso esta ocasião até hoje quando quero lembrar minha esposa das suas injustiças comigo!), eu tinha arrumado toda a casa, passado aspirador no carpete, feito almoço, lavado roupas... A Hétel entrou em casa e foi direto para a mesa da sala e levantou a toalha (daquelas com desenhos e furinhos) e descobriu que eu havia esquecido de limpar os farelos do pão do café-da-manhã. Foi como se não tivesse valido nada aquele dia de dono de casa!!!

Enfim, a partir daí, já são quase 11 anos de casado e algumas aventuras na cozinha. Uma moqueca de frutos do mar prá cá, uma pizza com massa caseira prá lá. Um assado de legumes e verduras recheados com carne moída de um lado, um macarrão com molho italiano de outro. Nada demais, mas gostosos. E o melhor: uma terapia regada a um bom vinho, e o prazer de combinar os ingredientes visando descobrir bons resultados. Às vezes os resultados não são tão bons assim, mas o caminho, o percurso é que importa!

Enfim, agora o que me motiva é ter uma horta. Apesar de morarmos em apartamento, quero instalar uma do tipo suspensa, com vasos... Pelo menos para ter um manjericão fresco (para mim o melhor tempero), umas pimentas, salsinha, alecrim, etc... Sinto saudades da casa do pai com a horta que comecei durante a faculdade de agronomia em 1993 e que ele cultiva até hoje. Quem sabe uma casa daqui há uns anos. Enquanto isso, sigo cozinhando com os ingredientes que tenho. Talvez este seja o segredo, aproveitarmos a vida da melhor forma com aquilo que a vida nos dá!